" Um, dois, três ... Anos.
No começo, o desespero, a espera. Depois, a cama e o cinzeiro preenchidos; coração e copos vazios. Pedro procurou Laura em outros corpos, outros fios de cabelos, olhares, coxas rígidas, sorrisos paralisantes, piadas irritantes, histórias absurdas. Jamais a encontrou.
Do outro lado, o queixo erguido, salto 7, assim Laura aguentava as surras da vida. Apareceram outros caras, outros gostos; nenhum teve importância alguma. Dúvidas e perguntas prevaleceram. A resposta era sempre a mesma: “Eu não nasci pra amar”.
Ele sabia, que uma hora todos tem que seguir em frente. Foi o que fez, ou pelo menos estava tentando fazer. Conheceu uma garota, que o fez sorrir. Qualquer um diria que ela era perfeita. Ou quase. O nome dela? Beatriz. E por isso era quase: Era Beatriz, não era Laura. "
(Erllen Nadine)
