"Não sei ser contida, discreta. Brigo em voz alta, rio em voz alta, sinto em voz alta. Sou feita de barulho e de verdade. Murmúrio não faz parte de mim e quem não gostar, que tape os ouvidos."
16 de julho de 2011
" Eu não sabia, tu não sabias fazer girar a vida com seu montão de estrelas de oceano entrando-nos em ti! Bela, bela, mais que bela! Mas como era o nome dela? Não era Helena, nem Vera , nem Nara, nem Gabriela, nem Tereza, nem Maria... seu nome, seu nome era... Perdeu-se na carne fria, perdeu na confusão de tanta noite e tanto dia, perdeu-se na profusão das coisas acontecidas, mudou de cara e cabelos, mudou de olhos e risos, mudou de casa e de tempo, mas está comigo, está perdido comigo teu nome"
(Ferreira Gullar)
15 de julho de 2011
8 de julho de 2011
(...) Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer."
(Martha Medeiros )
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou louco de tanto prazer
E por falar em beleza onde anda canção
Que se ouvia nas noites de bares de então
Onde a gente ficava, onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares, apesar dos pesares,
Me trazem você
E por falar em paixão, em razão de viver
Você bem que podia aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Onde anda você...."
(Vinicius de Moraes)
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