Não tem cordas, nem correntes,
não tem elos, nem anéis.
Jogue o peito contra o vento,
assumindo seus papéis.
Solte as rédeas do seu passo,
dessamarre qualquer laço.
Pode até desatar os nós...
Dê corda a sua folia,
assanhe fantasias, pode soltar sua voz...
Eu quero você no meio da praça,
convocando a arruaça e dispersando a multidão...
Eu quero você no picadeiro, dando ordens no terreiro,tomando posse do chão...
Pode se sentir em casa, de chinelos, sem "gravatas"...
Chore de papo para o ar...
Pode se sentir na rua, você dona da avenida, sem destino,sem camisa, sem prazos para se entregar...
Eu quero que você rasgue seu peito.
Pague caro e a qualquer preço, seu direito de correr...
E hasteie em mastro alto seu picadeiro, depois nem precisa olhar para o lado:"Eu bato palmas para você!"
(Ângela Chaves)
